Prosperidade: Princípios

Como em qualquer construção, vida financeira também começa pelo alicerce. Sei que muitos poderiam achar uma chatice iniciar uma obra pelo custoso fundamento, que é o alicerce. Talvez muitos já tentaram fazer a construção financeira de sua vida indo diretamente para a construção, levantando logo as paredes, sem passar pelo demorado estabelecimento da base, mas como em qualquer construção o resultado sempre será o mesmo: DESMORONAMENTO.

A construção financeira de nossa vida também obedece a princípios. Existem fundamentos na palavra que nos conduzem a uma vida abençoada e próspera. A Bíblia é como um mapa do tesouro, ela nos leva à vida que Deus preparou para nós. Você e eu não sabemos como chegar ao padrão estabelecido por Deus, para que vivêssemos nele, por isso Deus deixou a sua Palavra para podermos chegar lá.

Uma construção tem basicamente duas fases distintas: alicerce e edificação. Da mesma forma, a vida financeira está estabelecida sobre dois firmamentos: dízimos e sementes (ofertas). Em Malaquias 3:8 a Bíblia nos diz assim: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”.

Veja bem, o texto não diz nos dízimos ou nas ofertas, mas sim nos dízimos, e acrescenta, nas ofertas.

Certa vez um irmão me ligou e me perguntou: Pastor, o que está errado em minha vida, pois como todo cristão sou fiel nos meus dízimos, mas o dinheiro nunca sobra? Eu lhe perguntei e as ofertas? Ele me respondeu: Que ofertas? Sou cristão, e como todo bom cristão sou dizimista. Eu lhe perguntei: Tem faltado algo a você? Ele disse: não, mas também não tem sobrado nada. Eu lhe respondi: Então Deus não está falhando em nada com você. Você só tem dado ao Senhor o mínimo, para que Ele também garanta o mínimo a você. Como assim pastor? perguntou ele. O dízimo é a menor contribuição que você pode dar ao Senhor durante o mês, para ter garantidas suas necessidades básicas. A promessa referente ao dízimo é bem clara: “Trazei todos os dízimos a casa do tesouro para que haja mantimento na minha casa e depois fazei prova de Mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma benção tal que dela vos advenha maior abastança. E por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra e a vossa vide no campo não será estéril” Malaquias 3: 10 e 11. O Senhor promete abastecer nossas necessidades e repreender o devorador. Eu disse a ele: Deus está cumprindo toda a sua parte! Ele tem te abastecido, não deixando faltar nada e mais, tem repreendido toda a ação do devorador. Já pensou se o devorador estivesse solto em sua vida?

O dízimo fala de fidelidade de nós para com Deus e de Deus para conosco. Pastor, e as ofertas? Ofertas falam de amor, de agradecimento e de adoração. Ofertas são sementes que plantamos no melhor solo, o solo do Reino de Deus, para colhermos as melhores colheitas. Quando o texto de Malaquias diz “dízimos e ofertas”, é como se tivéssemos uma conta corrente celestial. Aqui no mundo temos dois tipos de contas bancárias conjuntas: uma é do tipo E, outra é do tipo E OU. Na segunda, tanto faz um ou outro assinar, que o banco paga, mas na primeira, a do tipo E, não. Os dois têm que assinar, pois se chegar só com uma assinatura o banco não paga. Para que nossos cheques celestiais possam serem descontados, eles tem que chegar ao banco celestial com duas assinaturas: Dízimos e Ofertas. Como já disse, dízimo fala de fidelidade, mas ofertas falam de amor, de sementes que germinarão a 30, a 60 e a 100 por um. É mais que fidelidade, é amor, algo que toca o coração de Deus e Ele nos devolve em medida recalcada, sacudida e transbordante.

Que Deus continue a abençoá-lo rica e poderosamente.

Um grande abraço.

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